Argentina x Brasil se enfrentam nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 no Estádio Monumental. A maior rivalidade da América do Sul continua com novas estrelas surgindo na ausência de Messi e Neymar.
Argentina x Brasil se enfrentam nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 no Estádio Monumental. A maior rivalidade da América do Sul continua com novas estrelas surgindo na ausência de Messi e Neymar.
O mundo para quando Argentina e Brasil se enfrentam. Nesta terça-feira (25), às 21h, o Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, será palco de mais um capítulo dessa rivalidade centenária, desta vez válida pela 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026.
Dois gigantes, três Copas de diferença e uma vaga quase garantida na Copa do Mundo para Estados Unidos, México e Canadá em jogo. Sem Messi e Neymar, o clássico ganha novos protagonistas, mas a intensidade histórica segue intacta.
A Argentina, atual campeã mundial e bicampeã da Copa América, lidera as Eliminatórias com 28 pontos em 13 jogos. Uma vitória ou até mesmo um empate contra o Brasil pode garantir matematicamente sua vaga na Copa do Mundo de 2026. A confiança vem da vitória sólida sobre o Uruguai (1 a 0) na rodada anterior, mesmo sem Lionel Messi, Lautaro Martínez e Paulo Dybala, ausentes por lesão. O gol decisivo foi marcado por Thiago Almada, ex-Botafogo, em chute espetacular de fora da área.
O Brasil, por sua vez, está em 3º lugar, com 21 pontos, após vitória suada sobre a Colômbia (2 a 1). O time de Dorival Júnior busca consolidar a recuperação após um início inconsistente nas Eliminatórias. Apesar das críticas ao seu futebol pragmático, a vitória em Brasília, com gols de Raphinha (pênalti) e Vini Jr. (nos acréscimos), reacendeu a esperança. No entanto, o desafio no Monumental é imenso: o Brasil não vence a Argentina fora de casa desde 2019.
A Argentina ficará sem seu maior ícone: Messi, ainda se recuperando de uma lesão muscular, deixa um vácuo criativo. Julian Álvarez e Giuliano Simeone (filho do técnico Diego Simeone) devem comandar o ataque, com apoio de Almada e Mac Allister no meio-campo. A sólida e experiente defesa conta com Cristian Romero, Nicolás Otamendi e o lateral Tagliafico, enquanto Emiliano Martínez continua sendo o muro na rede.
O Brasil enfrenta problemas ainda maiores. Além das ausências de Neymar, aposentado da seleção, Dorival perdeu Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães (suspensos), Gerson e Alisson (machucados). A solução está em nomes como Murillo, que fará dupla com Marquinhos na defesa, e o jovem Bento, do Athletico-PR, no gol. No meio, Joelinton e André terão a missão de conter o ritmo argentino, enquanto Vini Jr., Rodrygo e João Pedro assumirão a responsabilidade ofensiva.
A Argentina deve controlar a posse de bola, aproveitando a organização tática de Lionel Scaloni e a alta pressão no meio de campo. Enzo Fernández e Paredes são peças-chave para barrar os contra-ataques brasileiros, enquanto Álvarez tentará explorar os espaços entre os zagueiros.
O Brasil, por outro lado, contará com a velocidade de Vini Jr. e Rodrygo nas pontas, tentando isolar João Pedro na área. A defesa brasileira, no entanto, preocupa: sem Gabriel e Guimarães, a experiência de Marquinhos será crucial para neutralizar Simeone. O goleiro Bento, estreante como titular, terá seu batismo de fogo sob a pressão de 80 mil argentinos.
A Argentina é praticamente imbatível no Monumental nas Eliminatórias: 5 vitórias em 6 jogos, incluindo um triunfo sobre o Brasil em 2023. Já a seleção brasileira luta contra um fantasma: apenas 2 vitórias em 6 jogos fora de casa nesta campanha. O último encontro entre as equipes, em 2024, terminou com vitória argentina por 1 x 0, encerrando a sequência invicta do Brasil como mandante nas Eliminatórias.